Mais de mil de pessoas estão desaparecidas e mais de 120 morreram após inundações no oeste da Alemanha e na Bélgica nesta sexta-feira. Casas foram destruídas na região e novas enchentes são temidas pela população local.

Comunidades inteiras estão em ruínas desde que rios transbordaram e varreram cidades pequenas e vilarejos na Alemanha, na Bélgica e na Holanda.

“Foi tão horrível, não conseguimos ajudar ninguém. As pessoas gesticulavam pelas janelas”, disse Frank Thel, um morador de Schuld, à Reuters diante de uma pilha de destroços na cidade, onde vários edifícios desmoronaram.

Só na Alemanha, 103 pessoas já morreram, a maior perda de vida em desastre natural em quase 60 anos no país. Teme-se que este número cresça, já que mais casas desabaram, enquanto na Bélgica autoridades disseram que pelo menos 20 pessoas morreram e outras 20 estavam desaparecidas. “As águas estão subindo cada vez mais. É assustador”, disse Thierry Bourgeois, de 52 anos, na cidade belga de Liege.

A infraestrutura foi completamente destruída, e a reconstrução custará muito tempo e dinheiro, disse a premiê do estado alemão da Renânia-Palatinado, Malu Dreyer. “O sofrimento só aumenta”, acrescentou.

Redes de telefonia móvel estão inativas em algumas das regiões assoladas por inundações, o que impede o contato com familiares e amigos.

Mais ao norte, em Erftstadt, perto de Colônia, também na Alemanha, várias casas desabaram na manhã desta sexta-feira, e equipes de resgate estão tendo dificuldade para alcançar moradores de barco. Estradas ao redor de Erftstadt estão intransitáveis, já que foram varridas pelas inundações.

O ministro alemão do Interior, Horst Seehofer, disse que o governo federal pretende fornecer apoio financeiro às regiões afetadas o mais rápido possível, acrescentando que um pacote de medidas deve ir ao gabinete para receber aprovação na quarta-feira.