O Brasil venceu a Espanha por 2 a 1 na prorrogação e conquistou hoje (7) a medalha de ouro do futebol masculino nos Jogos Olímpicos de Tóquio. O gol decisivo foi feito por Malcom aos dois minutos do segundo tempo da prorrogação, depois de Matheus Cunha e Oyarzabal marcarem no tempo normal no Estádio Internacional de Yokohama.

Este é o bicampeonato olímpico da seleção brasileira, que conquistou o inédito ouro na modalidade depois de 12 tentativas na Rio-2016 e agora se candidata a potência com apenas um título a menos do que Hungria e Grã-Bretanha e os mesmos dois que ostentam Argentina, União Soviética e Uruguai. Que venha Paris-2024!.

Matheus Cunha era dúvida até momentos antes de a bola rolar por causa de uma contratura muscular na coxa esquerda que o fez desfalque contra o México. Mesmo sem estar 100%, foi escalado e teve atuação importante em Yokohama. Ele fez o gol num lance típico de centroavante no primeiro tempo e incomodou a defesa espanhol com movimentação constante e passes para abrir a marcação. O jogador mais importante (e artilheiro) do ciclo olímpico não podia ficar fora da decisão. Foi substituído entre o tempo normal e a prorrogação mesmo jogando bem.

O herói da prorrogação Malcom foi o último convocado a se apresentar ao grupo do técnico André Jardine e só foi acionado hoje no lugar de Matheus Cunha para a prorrogação. Em poucos minutos mostrou a falta que um jogador com fôlego fazia e empilhou chances de gol. Em uma delas, com lançamento preciso de Antony, fez o gol do título que tanto brigou para disputar.

Pênalti perdido e nervosismo

Artilheiro das Olimpíadas, Richarlison aparentou nervosismo ao longo da partida. No primeiro tempo, por exemplo, foi o jogador que mais cometeu faltas — uma delas, sobre Eric Garcia, gerou cartão amarelo aos 30 minutos, o que fez com que ele medisse a intensidade em todos os lances. O camisa 10 ainda isolou uma cobrança de pênalti e não conseguiu dar fluidez às jogadas que participou.

Richarlison - Gaspar Nóbrega/COB - Gaspar Nóbrega/COB